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“Se não se arriscar algo por Deus nada de grande se fará” (São Luis Maria de Montfort)

Palavra do Fundador

Escritos e cartas de Padre Rodrigo Maria.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Renovação da Consagração à Virgem Maria - Um renovado fervor; um aumento de graças vindas do céu para nós.


      Tendo em vista o Jubileu dos trezentos anos do Tratado da Verdadeira Devoção de São Luís de Montfort se faz necessário nos conscientizarmos de que este é um tempo mais que especial, não só para propagarmos esta Perfeita Devoção, como também,  para vivenciarmos com renovado fervor nossa Total entrega a  Jesus por Maria, que com o passar dos  anos poderá  ter sido, por nós, deixada um pouco de lado. Sendo assim, aproveitemos esse período de abundantes graças para ratificar a nossa doação nos preparando bem para renová-la na data que a fizemos da primeira vez. Eis uma explicação de como é importante nos aplicarmos decididamente em empreendermos esta tarefa...



Todos nós sabemos o quanto é fácil esquecer um compromisso se não estamos a todo o instante relembrando-o de alguma forma.
Infelizmente isso não se passa só aos nossos compromissos de trabalhos, estudos, amizades, etc... Mas também na nossa vida espiritual, no que tange aos nossos compromissos de cristãos,  de uma pessoa totalmente consagrada à Santíssima Virgem.
Um dia especial escolhido pelo Céu e por nós; preparamo-nos durante um mês para essa entrega total à Jesus pelas mãos puríssimas de Maria... Para esse ato importante e tão esperado, fizemos uma preparação adequada a fim de formarmos nossa alma, esvaziando-a do espírito do mundo, aprimorando o conhecimento de si mesmo e a contrição dos pecados, e conhecendo melhor Jesus e Maria para mais os servir e amar.
Maravilhoso exercício espiritual para retornarmos à prática de uma vida cristã autêntica. Com esta ascese abrimos nossas vidas para que a Mãe do Céu nos forme, nos guie, nos alimente e nos proteja neste doloroso e sombrio vale de lágrimas que é esta vida terrena. Não temamos, portanto, a nada, a poderosa comandante, a Rainha do Céu e da Terra, aquela que está a todo o momento a esmagar a cabeça da serpente infernal em nossas vidas, luta por nós, luta em nós, alcançando-nos imensas vitórias, sobretudo espirituais, se lhe formos dóceis a  todas as suas inspirações e instruções... Fácil é viver assim na primeira semana depois da nossa Consagração Total, nos primeiros meses... Mas quem garante imenso fervor na devoção para com a Nossa Mãe Santíssima depois de muitos anos de consagrados?
E senão há um decidido fervor em servi-la, faltará amor, ânimo, docilidade e simplicidade de espírito para em tudo obedecê-la e imitá-la. Dessa forma as graças não são correspondidas e a ação d’Ela se enfraquece em nós, pois lhe colocamos os obstáculos da preguiça e da surdez espiritual.
Mas, São Luís de Montfort, que em Jesus e em Maria, sabia muito bem onde poderia parar um frágil devoto da SSmª Virgem, já previa a necessidade de voltarmos de ano a ano a  nos prepararmos bem e assim renovarmos  a nossa total entrega aos pés de Nossa Mãe e Rainha, que cheia de Amor e Misericórdia está sempre a nos esperar.
Não nos esqueçamos dos nossos compromissos de Escravos de amor... Não sejamos ingratos a essa Mãe tão bondosa. Tenhamos sempre presente a Santíssima Virgem Maria no nosso coração e no nosso agir tomando-a como meio por excelência para nos unirmos a Jesus!
“Uma vez por ano, pelo menos, renovarão a mesma consagração, no mesmo dia em que a fizeram, observando as mesmas práticas durante três semanas. E  poderão até mesmo renovar tudo o que fizeram todos os meses, e mesmo todos os dias, com estas breve palavras: ‘Eu sou todo vosso e tudo o que tenho vos pertence, ó meu amável Jesus, por Maria, vossa santa Mãe.’” (São Luís Maria G. de Montfort em TVD n. 233)       

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Recado à Sra Eleonora Menicucci, Secretária de Política para as mulheres


O aborto e os amantes das tartarugas
Por Reinaldo Azevedo, Veja

Desabafo:
-É claro que eu sabia que a imprensa, na média, faria uma cobertura benevolente — e moralmente invertida — das entrevistas concedidas pela nova ministra das Mulheres,  a senhora Eleonora Menicucci, aquela que está pronta para ser capa da “Edição Vermelha” de “Caras”, já que gosta de tratar de suas intimidades, porém edulcorando-as com brocados ideológicos. É a Val Marchiori da revolução socialista e da revolução de costumes. “Helô-ou”
-A abordagem, na média, distorceu o sentido de suas entrevistas. Logo de cara, nos dois primeiros dias, dedicou-se a um frenético proselitismo em favor da legalização do aborto — é próxima de entidades ligadas a esta nobre causa!!! —, mas, claro!, ela o fez “a nível” (como eles diriam) de pessoa “que não foge da briga”, não “a nível” de ministra; nesse caso, diz, seguirá a política do governo. Uau! Que ousadia, hein?!
-Eu gostei dessa coisa destemida, corajosa, de “não fugir da briga”. Briga com quem? Com o feto, que não tem como se defender? O que ele pode fazer? Atacar? Sair correndo? Pedir o direito ao contraditório? Mas eu entendo essas almas militantes: o que se pretendia com essa frase, que mereceu destaque na “imprensa companheira”, era fazer soar a corda do passado heróico, de quando Eleonora era membro do POC (Partido Operário Comunista) e praticava assaltos para financiar a luta pelo socialismo. Essa verdade cristalina, insofismável, ganhou uma versão mentirosa nos tempos modernos: seria luta por democracia.
-Vá lá. Eleonora corria riscos aos menos. E acabou se dando mal. Consta que foi torturada. E torturadores estão, para mim, no pior dos círculos do inferno, junto com os exterminadores em massa de fetos. Todos, afinal, atacam quem não tem chance de defesa. E aqui faço uma ressalva importante. É claro que mulheres Brasil e mundo afora são colhidas por circunstâncias terríveis, que não são, muitas vezes de sua escolha. Sou sensível a essas particularidades e não quero mandar para o banco dos réus gente que já sofreu o bastante. O meu grande desprezo — e estes são imperdoáveis — é dedicado aos formuladores e propagadores da teoria da morte.
-Sua tática consiste, já apontei aqui, em coisificar o feto para que possam defender a solução final sem remorso. A ironia que fiz com o ovo da tartaruga deixou os abortistas irritados por uma única razão: eu também transformei o “ovo” humano numa “coisa” — no caso, uma coisa que eles prezam. Ao fazê-lo, eu os capturei numa armadilha que não tem saída. A que parecia plausível foi aquela empregada pelo ex-leitor (espero!) deste blog no post anterior: “Ah, as tartarugas estão em extinção; por isso, destruir seu ovo deve ser proibido…” Logo, tem-se que o ovo é tartaruga em outro estágio. E o feto — ou, mesmo, se quiserem, o embrião (eu também não fujo da briga) — é o quê? Defender que a eliminação do embrião ou do feto humanos não seja crime tem como corolário que não seja crime destruir ovos de tartaruga, ora essa! Os abortistas ficaram irritados porque a esmagadora maioria deles é defensora incondicional da preservação das tartarugas… Terão percebido a ironia?
Outro argumento vigarista-Outro argumento vigarista dos aborteiros apela — ou eles não seriam eles — à luta de classes. Foi o que fez a nova ministra ao sustentar que mulheres mortas em decorrência do aborto provocado constituiriam um grave problema de saúde pública. Foi então que disparou um raciocínio que vai entrar para a história (inclusive da sintaxe): O aborto, como sanitarista, tenho que dizer, ele é uma questão de saúde pública, não é uma questão ideológica. Como o crack, as drogas, a dengue, o HIV, todas as doenças infecto-contagiosas.”
-Bem, eu não tenho modo mais delicado de dizer isto: É MENTIRA! Todos os números, RIGOROSAMENTE TODOS, empregados pelos defensores do aborto são falsos. Como eu sei? Inexiste uma base de dados para sustentar a mortandade em massa de mulheres em decorrência de abortos malfeitos. Os hospitais não estão nem mesmo burocraticamente equipados para distinguir procedimentos pós-aborto provocado de procedimentos pós-aborto espontâneo. Isso é uma fantasia.
-A consideração da ministra remete a um  fetiche ideológico: a proibição do aborto puniria apenas as mulheres pobres, já que as ricas podem recorrer ao expediente. Sei. É o feto usado como instrumento da luta de classes. Digamos que assim fosse ou que assim seja, qual é a tese: a incidência de um fator derivado da desigualdade social muda a natureza do problema? Não seria, então, o caso de estreitar a fiscalização para punir as clínicas abortivas dos “ricos” em vez de generalizar a prática também entre os pobres? O estado que falha em garantir educação e saúde decentes será pressuroso em fornecer aos pobres a indústria da morte? É um juízo de matriz delinqüente. O que há? Desistimos de vez das políticas de educação?
Questão religiosa-E convém, finalmente, parar com a patrulha religiosa. Eu não me oponho ao aborto “só porque” sou católico. O correto é dizer “também porque sou católico”. Se fosse ateu ou agnóstico, creio que pensaria a mesma coisa — conheço alguns que também se opõem com veemência.
-Não me peçam para tratar a vida humana como “coisa”, sujeita à engenharia social de iluminados e bem-intencionados. Eu sei bem aonde isso vai dar porque sei aonde isso já deu. A minha tese é outra e ficará para um outro post: é a militância anti-religiosa burra que transformou o aborto numa tese “progressista”. Mas eu tenho uma novidade para muitos: a interdição ao aborto numa certa comunidade há coisa de dois mil anos protegeu as mulheres, especialmente as pobres. E a liberação do aborto hoje num pedaço do planeta, vocês verão, se transformou numa política de perseguição às mulheres.
-Nada disso! Eu sou progressista. Defendo incondicionalmente a vida humana.
Reacionária é dona Eleonora Menicucci, aquela que “não foge da briga”… com o feto!

Fonte: Veja.Abril
Por Graça Dantas

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A serpente e a Ave-Maria

Imagem: Blog sonhos de São João Bosco

Em sua crônica particular escreve Dom Provera em dia correspondente à última semana de agosto:

"(São) João Dom Bosco teve uma nova prova dos contínuos assaltos promovidos pelo demônio contra as almas, dos prejuízos que ocasiona, da necessidade de empregar-se em contínuas batalhas para rechaçá-lo e arrancar-lhe suas vítimas. Militia est vita hominum super terram. (Nesta Terra, a vida do homem é uma batalha contínua.)

Um centenar de alunos tinham retornado de casa para preparar-se, depois dos exames de reparação, ao novo curso escolar.

Em 20 de agosto de 1862, depois de rezadas as orações da noite e de dar alguns avisos relacionados com a ordem da casa, o bom pai disse:

Quero contar-lhes um sonho que tive faz algumas noites.

Talvez trata-se da noite precedente à festividade da Asunção — observa Dom Lemoyne —.

Sonhei que estava em companhia de todos os jovens em Castelnuovo do Asti, na casa de meu irmão. Enquanto todos faziam recreio, vem para mim um desconhecido e convida-me a acompanhar-lhe. Segui-lhe e conduziu-me a um prado próximo ao pátio e ali indicou-me entre a erva uma enorme serpente de sete ou oito metros de longitude e de uma grossura extraordinária. Horrorizado ao contemplá-la, quis fugir.

— Não, não, — disse-me meu acompanhante —; não fujas; vem comigo.

— Ah!, — exclamei —, não sou tão néscio para me expor a um tal perigo.

— Então — continuou meu acompanhante —, aguarda aqui.

E seguidamente foi em busca de uma corda e com ela na mão voltou novamente junto a mim e disse-me:

— Tome esta corda por uma ponta e sujeite-a bem; eu agarrarei o outro extremo e por-me-ei na parte oposta e assim a manteremos suspensa sobre a serpente.

— E depois?

— Depois a deixaremos cair sobre a espinha dorsal.

— Ah! Não; por caridade. Pois ai de nós se o fizermos! A serpente saltará enfurecida e nos despedaçará.

— Não, não; deixe-me a mim — acrescentou o desconhecido —, eu sei o que faço.

— De maneira nenhuma; não quero fazer uma experiência que pode-me custar a vida.

E já dispunha-me a fugir, quando o tal insistiu de novo, assegurando-me que não havia nada que temer; e tanto me disse que fiquei onde estava disposto a fazer o que me dizia.

Ele, entretanto, passou do outro lado do monstro, levantou a corda e com ela deu uma chicotada sobre o lombo do animal. A serpente deu um salto voltando a cabeça para trás para morder ao objeto que a tinha ferido, mas em lugar de cravar os dentes na corda, ficou enlaçada nela mediante um nó corrediço. Então o desconhecido gritou-me:

— Sujeite bem a corda, sujeite-a bem, que não se lhe escape.

E correu a um peral que havia ali perto e atou a seu tronco o extremo que tinha na mão; correu depois para mim, agarrou a outra ponta e foi amarrá-la à grade de uma janela.

Enquanto isso a serpente agitava-se, movia-se em espirais e dava tais golpes com a cabeça e com sua calda no chão, que suas carnes rompiam-se saltando em pedaços a grande distancia. Assim continuou enquanto teve vida; e, uma vez que morreu, só ficou dela o esqueleto descascado e sem carne.

Então, aquele mesmo homem desatou a corda da árvore e da janela, recolheu-a, formou com ela um novelo e disse-me:

— Presta atenção!

Colocou a corda em uma caixinha, fechou-a e depois de uns momentos a abriu. Os jovens tinham ido a meu redor. Olhamos o interior da caixa e ficamos maravilhados. A corda estava disposta de tal maneira, que formava as palavras: Ave Maria!

— Mas como é possível?, — disse —. Você colocou a corda na caixinha à boa de Deus e agora aparece dessa maneira.
— Olhe — disse ele —: a serpente representa ao demônio e a corda a Ave Maria, ou melhor, o Santo Rosário, que é uma série de Avemarias com a qual e com as quais se pode derrubar, vencer, destruir a todos os demônios do inferno.

Até aqui — concluiu (São) João Dom Bosco — chega a primeira parte do sonho. Há outra segunda parte mais interessante para todos. Mas já é tarde e por isso a contaremos amanhã de noite. Enquanto isso tenhamos presente o que disse àquele desconhecido respeito à Ave Maria e o Santo Rosário. Rezemos devotamente ante qualquer assalto da tentação, seguros de que sairemos sempre vitoriosos.

por Graça Dantas

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Como mártires, católicos nos EUA devem preparar-se para sofrer o cárcere, diz Bispo

LINCOLN, 01 Fev. 12 / 11:39 am (ACI/EWTN Noticias) Um bispo dos Estados Unidos assinalou que como aconteceu com os primeiros mártires cristãos da Igreja, os católicos nesse país devem preparar-se para sofrer, inclusive o cárcere, depois da decisão do governo Obama de obrigar os empregadores a pagarem seguros que incluem aanticoncepção, a esterilização e fármacos abortivos.

Assim o assinalou o Bispo de Lincoln (Nebraska), Dom Fabian W. Bruskewitz, ante a ordem da administração Obama, dada a conhecer em 20 de janeiro através do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, que obriga a que a partir do ano 2013 os empregadores se vejam obrigados a pagar seguros que financiam diversas práticas anti-vida aos seus empregados. 

"Não podemos e não cumpriremos esta injusta norma. Como os mártires dos primeiros dias, temos que estar preparados para aceitar o sofrimento que poderia incluir altas multas e até o cárcere", escreveu o Prelado em uma carta que ordenou que seja lida na Missa do domingo 29 de janeiro em toda sua diocese.

"Nossa liberdade religiosa nos Estados Unidos está em grave perigo", advertiu.

A secretária do departamento de Saúde e Serviços Humanos, Kathleen Sebelius, quem afirma ser católica, deu um prazo de um ano às instituições religiosas para acatar a norma.

"Isto significa que todos nossos hospitais católicos, escolas, agências de serviços sociais e similares serão obrigados a participar do mal", explicou o Bispo. 

O Prelado disse ademais que a Igreja "pediu ao Presidente Obama que rescinda esta lei, mas todas as solicitudes encontraram uma parede e chegaram a ouvidos surdos" na administração. O Bispo do Lincoln é um dos muitos líderes da Igreja nos Estados Unidos que falou sobre este controvertido tema.

Na diocese de Phonenix, os católicos escutaram uma mensagem do Bispo Thomas J. Olmsted, quem assinalou que as pessoas de fé não podem "ser relegadas a serem cidadãos de segunda classe" nem "despojada de seus direitos dados por Deus".

O Bispo de Marquette, no estado de Michigan, Dom Alexander K. Sample, afirmou que se esta lei entrar em vigor "nós os católicos nos veremos obrigados a violar nossas consciências ou a deixar a cobertura de saúde para nossos empregados e sofrer as penalidades por fazer isso".

O Arcebispo de Nova Orleans, Dom Gregory M. Aymond, ressaltou por sua parte em sua carta do fim de semana que é necessário atuar ante este "ataque sem precedentes à liberdade religiosa". 

Fonte: Cleofas
Graça Dantas

Recebamos a luz clara e eterna


Todos nós que celebramos e veneramos com tanta piedade o mistério do encontro do Senhor, corramos para ele cheios de entusiasmo. Ninguém deixe de participar deste encontro, ninguém recuse sua luz.
Acrescentemos também algo ao brilho das velas, para significar o esplendor divino daquele que se aproxima e ilumina todas as coisas; ele dissipa as trevas do mal com sua luz eterna, e também manifesta o esplendor da alma, com o qual devemos correr ao encontro com Cristo.

Do mesmo modo que a Mãe de Deus e Virgem Imaculada trouxe nos braços a verdadeira luz e a comunicou aos que jaziam nas trevas, assim também nós: iluminados pelo seu fulgor e trazendo na mão uma luz que brilha diante de todos, corramos pressurosos ao encontro daquele que é a verdadeira luz.

Realmente, a luz veio ao mundo (cf. Jo 1,9) e dispersou as sombras que o cobriam; o sol que nasce do alto nos visitou (cf. Lc 1,78) e iluminou os que jaziam nas trevas. é este o significado do mistério que hoje celebramos. Por isso caminhamos com lâmpadas nas mãos, por isso acorremos trazendo as luzes, não apenas simbolizando que a luz já brilhou para nós, mas também para anunciar o esplendor maior que dela nos virá no futuro. Por este motivo, vamos todos juntos, corramos ao encontro de Deus.

Chegou a verdadeira luz, que vindo ao mundo ilumina todo ser humano (Jo 1,9). Por tanto, irmãos, deixemos que ela nos ilumine, que ela brilhe sobre todos nós.

Que ninguém fique excluído deste esplendor, ninguém insista em continuar mergulhado na noite. Mas avancemos todos resplandecentes; iluminados por este fulgor, vamos todos ao seu encontro e com o velho Simeão recebamos a luz clara e eterna. Associemo-nos à sua alegria e cantemos com ele um hino de ação de graças ao Criador e Pai da Luz, que enviou a luz verdadeira e, afastando todas as trevas, nos fez participantes do seu esplendor.

A salvação de Deus, preparada diante de todos os povos, manifestou a glória que nos pertence, a nós que somos o novo Israel. Também fez com que víssemos, graças a ele, essa salvação e fôssemos absolvidos da antiga e tenebrosa culpa. Assim aconteceu com Simeão que, depois de ver a Cristo, foi libertado dos laços da vida presente.

Também nós, abraçando pela fé a Cristo Jesus que nasceu em Belém, de pagão que éramos, nos tornamos povo de Deus - Jesus é, com efeito , a salvação de Deus Pai - e vemos com nossos próprios olhos o Deus feito homem. E porque vimos a presença de Deus e a recebemos, por assim dizer, nos braços do nosso espírito, somos chamados de novo Israel. Todos os anos celebramos novamente esta festa, para nunca nos esquecermos daquele que um dia há de voltar.
(Dos Sermões de São Sofrônio, bispo, Liturgia das Horas vol. III)