Papa Bento XVI na Jornada Mundial da Juventude Rio 2012
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Palavra do Fundador
Escritos e cartas de Padre Rodrigo Maria.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
São Luís Maria Grignion de Montfort
00:30
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Neste dia, nós contemplamos o fiel testemunho de São Luís que, ao ser
crismado, acrescentou ao seu prenome o nome de Maria, devido sua devoção
à Virgem Maria, que permeou toda sua vida. Nascido na França, no ano de 1673, de uma família muito numerosa, ele sentiu bem cedo o desejo de seguir o sacerdócio e assim percorreu o caminho dos estudos.
Como padre, São Luís começou a comunicar o Santo Evangelho e a levar o povo, através de suas missões populares, a viver Jesus pela intercessão e conhecimento de Maria. Foi grande pregador, homem de oração, amante da Santa Cruz, dos doentes e pobres; como bom escravo da Virgem Santíssima não foi egoísta e fez de tudo para ensinar a todos o caminho mais rápido, fácil e fascinante de unir-se perfeitamente a Jesus, que consistia na consagração total e liberal à Santa Maria.
São Luís já era um homem que praticava sacrifícios pela salvação das almas, e sua maior penitência foi aceitar as diversas perseguições que o próprio Maligno derramou sobre ele; tanto assim que foi a Roma para pedir ao Papa permissão para sair da França, mas este não lhe concedeu tal pedido. Na força do Espírito e auxiliado pela Mãe de Deus, que nunca o abandonara, São Luís evangelizou e combateu na França os jansenistas, os quais estavam afastando os fiéis dos sacramentos e da misericórdia do Senhor.
São Luís, que morreu em 1716, foi quem escreveu o "Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem", que influencia ainda hoje, muitos filhos de Maria. Influenciou inclusive o saudoso Papa João Paulo II, que por viver o que São Luís nos partilhou, adotou como lema o Totus Tuus, Mariae, isto é, "Sou todo teu, ó Maria".
São Luís Maria Grignion de Montfort, rogai por nós!
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Pecado venial e pecado mortal
00:30
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Classificações do Pecado
Pecados veniais são pecados 'leves' ou perdoáveis pela via extra-sacramental , através da realização de obras penitentes. A Igreja , não obstante , recomenda vivamente a confissão dos pecados veniais.
São pequenas faltas morais , como , por exemplo , omitir algum fato , negligenciar quanto à obrigação como cristão no âmbito dos deveres impostos pela lei canônica , dizer alguma mentira sem maior importância e etc.
O pecado venial acumulado em nossas almas não pode se transformar em pecado mortal , porque o pecado mortal está associado a atos específicos. Um ato pecaminoso em termos veniais , não pode se tornar pecado mortal por acumulação. O pecado venial não agride a substância da lei divina e não apaga a graça em nossa alma. De todo modo , também é uma forma de afastamento do amor e da misericórdia de Deus que deve ser evitada. Principalmente porque , uma vez , acumulado , o pecado venial , nos predispõem ao pecado mortal e debilita a caridade em nossa alma .
O Pecado Mortal é aquela falta moral que sempre elimina a graça divina da nossa alma , rompendo a amizade do homem com Deus.
Cometemos pecados sempre quando agimos livre e conscientemente -- ações adotadas por constrangimento externo insuperável ou por ignorância , não constituem pecado , não implicam em culpa pessoal ao autor da referida ação pecaminosa. O único pecado herdado é o pecado original que é transmitido por geração sem responsabilidade pessoal do homem.
Existe gravidade diferenciada no âmbito dos pecados considerados de caráter mortal. Pecados mortais são , por exemplo , pecar contra os Dez Mandamentos e pecar contra o Espírito Santo.
Os DEZ MANDAMENTOS:
1. AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS
2. NÃO PRONUNCIAR O NOME DO SENHOR, TEU DEUS, EM VÃO
3. LEMBRAR DO DIA DO SENHOR PARA SANTIFICÁ-LO
4. HONRA PAI E MÃE
5. NÃO MATAR
6. NÃO COMETER ADULTÉRIO
7. NÃO ROUBAR
8. NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO CONTRA TEU PRÓXIMO
9. NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO
10. NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS
A DOUTRINA DOS DEZ MANDAMENTOS
Amar a Deus sobre todas as coisa é a nossa primeira exigência religiosa . Quem não crê em Deus e não o adora nada poderá encontrar de Deus ; está procurando a condenação eterna. Com um mínimo de fé tudo é possível , sem fé nada é possível.
Por isso , não devemos blasfemar , não devemos usar o nome de Deus para ações não espirituais ou não éticas . Só devemos evocar o testemunho e a proteção divina para ações éticas e para a verdade.
Devemos cultuar a Deus publicamente e em um dia da semana obrigatoriamente - o dia do Senhor.
Devemos honrar nossos pais que nos deram a vida natural e a moral cristã , através da educação. Devemos ser dignos deles e prosseguir a sua obra.
Não matar é zelar pela vida daquele semelhante que foi feito com a dignidade de um filho de Deus , como uma imagem e semelhança , do Pai. Somente Deus tem o controle sobre a vida e a morte.
Respeitar a mulher é um compromisso de fidelidade matrimonial e espiritual , pois os homens e as mulheres unem-se em matrimônio por ordem divina.
Não mentir é uma obrigação nossa , pois o pai da mentira é satanás e Deus deseja sempre a verdade e a conduta ética de Seus filhos.
Não roubar é um dever moral , porque o próximo tem direito natural à propriedade para a sua subsistência , e também por vontade divina , expressamente manifestada nas Tábuas da Lei . Roubar é um ato imoral.
Fonte:www.universocatolico.com.br
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Comungar na boca e de joelhos
18:00
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Cardeal Cañizares: É recomendável comungar na boca e de joelhos.

Em
entrevista concedida à agência ACI Prensa, o Prefeito da Congregação
para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, Cardeal
Antonio Cañizares Llovera, assinalou que é recomendável que os católicos
comunguem na boca e de joelhos.
Assim indicou o Cardeal
espanhol que serve na Santa Sé como máximo responsável, depois do Papa,
pela liturgia e os sacramentos na Igreja Católica, ao responder se
considerava recomendável que os fiéis comunguem ou não na mão.
A resposta do Cardeal foi breve e singela: "é recomendável que os fiéis comunguem na boca e de joelhos".
Do mesmo modo, ao responder à
pergunta da ACI Prensa sobre o costume promovido pelo Papa Bento XVI de
fazer que os fiéis que recebam dele a Eucaristia o façam na boca e de
joelhos, o Cardeal Cañizares disse que isso se deve "ao sentido que deve
ter a comunhão, que é de adoração, de reconhecimento de Deus".
"Trata-se simplesmente de saber que estamos diante de Deus mesmo e que Ele veio a nós e que nós não o merecemos", afirmou.
O Cardeal disse também que
comungar desta forma "é o sinal de adoração que necessitamos recuperar.
Eu acredito que seja necessário para toda a Igreja que a comunhão se
faça de joelhos".
"De fato –acrescentou– se se comunga de pé, é preciso fazer genuflexão, ou fazer uma inclinação profunda, coisa que não se faz".
O Prefeito vaticano disse
ademais que "se trivializarmos a comunhão, trivializamos tudo, e não
podemos perder um momento tão importante como é o de comungar, como é o
de reconhecer a presença real de Cristo ali presente, do Deus que é amor
dos amores como cantamos em uma canção espanhola".
Ao ser consultado pela ACI
Prensa sobre os abusos litúrgicos em que incorrem alguns atualmente, o
Cardeal disse que é necessário "corrigi-los, sobre tudo mediante uma boa
formação: formação dos seminaristas, formação dos sacerdotes, formação
dos catequistas, formação de todos os fiéis cristãos".
Esta formação, explicou, deve
fazer que "celebre-se bem, para que se celebre conforme às exigências e
dignidade da celebração, conforme às normas da Igreja, que é a única
maneira que temos de celebrar autenticamente a Eucaristia".
Finalmente o Cardeal Cañizares
disse à agência ACI Prensa que nesta tarefa de formação para celebrar
bem a liturgia e corrigir os abusos, "os bispos têm uma responsabilidade
muito particular, e não podemos deixar de cumpri-la, porque tudo o que
façamos para que a Eucaristia se celebre bem será fazer que na
Eucaristia se participe bem".
Fonte: (www.aciprensa.com - 27 de Julho de 2011)
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Catequese com Papa Bento XVI - Primazia da oração - 25/05/12
11:44
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Queridos irmãos e irmãs
Na catequese passada, mostrei que a Igreja, desde o início do seu caminho, teve que enfrentar situações imprevistas, novas questões e emergências às quais procurou dar respostas à luz da fé, deixando-se guiar pelo Espírito Santo. Hoje gostaria de deter-me sobre uma outra situação, sobre um problema sério que a primeira comunidade cristã de Jerusalém teve que enfrentar e resolver, como nos narra São Lucas no capítulo sexto dos Atos dos Apóstolos, a respeito da pastoral da caridade junto às pessoas solitárias e necessitadas de assistência e ajuda. A questão não é secundária para a Igreja e corre-se o risco naquele momento, de criar divisões no interior da Igreja; o número dos discípulos, de fato, vinha aumentando, mas aqueles de lingua grega começavam a lamentar-se contra aqueles de língua hebraica porque as suas viúvas estavam sendo deixadas de lado na distribuição cotidiana (At. 6,1). Diante da urgência que se referia a um aspecto fundamental na vida da comunidade, isto é, a caridade em relação aos mais fracos, aos pobres, aos indefesos, e a justiça, os Apóstolos convocam todo o grupo de discípulos. Neste momento de emergência pastoral, sobressai o discernimento realizado pelos apóstolos. Eles se encontram diante da exigência primária de anunciar a Palavra de Deus segundo o mandato do Senhor, mas - também se esta é uma exigência primária da Igreja - consideram da mesma forma o dever da caridade e da justiça, isto é, o dever de assistir as viúvas, os pobres, de prover com amor diante das situações de necessidade nas quais se encontram irmãos e irmãs, para responder ao mandamento de Jesus: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,,12.17). Portanto, as duas realidades que devem ser vividas na Igreja - o anúncio da Palavra, a primazia de Deus, e a caridade concreta, a justiça - , estão criando dificuldade e se deve encontrar uma solução, para que ambas possam estar em seus devidos lugares, e sua relação necessária. A reflexão dos Atos dos Apóstolos é muito clara, como ouvimos: "Não é justo que nós deixemos a Palavra de Deus à parte para servir as mesas. Entretanto, irmãos, procureis entre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais confiaremos esta missão. Nós, ao invés disso, nos dedicaremos à oração e ao serviço da Palavra" (At 6,2-4).
Duas
coisas aparecem: primeiro, existe a partir daquele momento, na Igreja,
um ministério da caridade. A Igreja não deve somente anunciar a
Palavra, mas também realizar a Palavra, que é caridade e verdade. E,
segundo ponto, esses homens não somente devem gozar de boa reputação,
mas devem ser homens repletos do Espírito Santo e de sabedoria, isto é,
não podem ser somente organizadores que sabem "fazer", mas devem "fazer"
no espírito da fé com a luz de Deus, na sabedoria do coração, e
portanto, também a função deles - mesmo que seja prática - é todavia
uma função espiritual. A caridade e a justiça não são
somente ações sociais, mas são ações espirituais realizadas na luz do
Espírito Santo. Portanto, podemos dizer que essa situação vem
enfrentada com grande responsabilidade por parte dos apóstolos, os quais
tomam esta decisão: são escolhidos sete homens; os apóstolos rezam para
pedir a força do Espírito Santo e depois, impõem as mãos para que se
dediquem em modo particular a essa diaconia da caridade. Assim, na vida
da Igreja, nos primeiros passos que ela realiza, se reflete, em um certo
modo, o que havia acontecido durante a vida pública de Jesus, na casa
de Marta e Maria em Betânia. Marta estava bem ligada ao serviço da
hospitalidade oferecido a Jesus e aos seus discípulos; Maria, ao
contrário, se dedica à escuta da Palavra do Senhor (Luc 10,38-42). Em
ambos os casos, não são contrapostos os momentos da oração e da escuta
de Deus, e a atividade cotidiana e o serviço da caridade. A expressão de
Jesus: "Marta, Marta, tu te preocupas e te agitas com tantas coisas,
mas de uma coisa tens necessidade, Maria escolheu a melhor parte, que
não lhe será tirada" (Luc 10,41-42), como também a reflexão dos
apóstolos: "Nós nos dedicaremos à oração e ao serviço da Palavra" (At
6,4), mostram a prioridade que devemos dar a Deus. Não gostaria de
entrar agora na interpretação desta perícope Marta-Maria. Em todo caso,
não vem condenada a atividade pelo próximo, mas vem destacado que ela
deve ser penetrada interiormente também pelo espírito de contemplação.
Por outro lado, Santo Agostinho diz que essa realidade de Maria é uma
visão da nossa situação no céu, portanto, na terra, não podemos nunca
tê-la completamente, mas um pouco de antecipação deve estar presente em
toda a nossa atividade. Deve estar presente também a contemplação de
Deus. Não devemos nos perder no ativismo puro, mas sempre
deixarmo-nos penetrar na nossa atividade à luz da Palavra de Deus e
assim aprender a verdadeira caridade, o verdadeiro serviço pelo outro,
que não tem necessidade de tantas coisas - tem necessidade certamente
das coisas necessárias - mas tem necessidade sobretudo do afeto do nosso
coração, da luz de Deus.
Santo Ambrósio, comentando o
episódio de Marta e Maria, assim exorta os seus fiéis e também nós:
"Procuremos ter também nós aquilo que não nos pode ser tirado, dando à
palavra de Deus uma grande atenção, não distraída: acontece também às
sementes da palavra de serem levadas embora, semeadas ao longo da
estrada. Estimule também tu, como Maria, o desejo do saber: é esta a
maior, mais perfeita obra" - E acrescenta ainda: "o cuidado do
ministério não desvie o conhecimento da palavra celeste" (Expositio
Evangelii secundum Lucam, VII, 85: pl 15, 1720). Os santos, portanto,
experimentaram uma profunda unidade de vida de oração e ação, entre o
amor total a Deus e o amor aos irmãos. São Bernardo, que é
modelo de harmonia entre contemplação e operosidade, no livro De
Consideratione, endereçado ao Papa Inocêncio II para oferecer-lhe
algumas reflexões a respeito de seu ministério, insiste exatamente sobre
a importância do recolhimento interior, da oração para defender-se dos
perigos de uma atividade excessiva, qualquer que seja a condição na qual
se encontra a tarefa que se está desenvolvendo. São Bernardo afirma que
a demasiada ocupação, uma vida frenética, geralmente acabam induzindo o
coração a fazer sofrer o espírito.
É uma preciosa
retomada para nós hoje, acostumados a valorizar tudo a partir do
critério da produtividade e da eficiência. O trecho dos Atos dos
Apóstolos nos recorda a importância do trabalho - sem dúvida se é criado
um verdadeiro ministério - , do empenho nas atividades cotidianas que
são desenvolvidas com responsabilidade e dedicação, mas também a nossa
necessidade de Deus, da sua direção, da sua luz que nos dão força e
esperança. Sem a oração cotidiana vivida com fidelidade, o nosso
fazer se esvazia, perde o sentido profundo, se reduz a um simples
ativismo que, no final, nos deixa insatisfeitos. Existe uma bela
invocação da tradição cristã para recitar-se antes de toda atividade, a
qual diz assim: Actiones nostras, quæsumus, Domine, aspirando præveni et
adiuvando prosequere, ut cuncta nostra oratio et operatio a te semper
incipiat, et per te coepta finiatur", isto é: "Inspire as nossas ações
Senhor, e acompanhe-as com a tua ajuda, para que todo o nosso falar e
agir tenha de ti o seu início e o seu cumprimento". Cada passo da nossa
vida, toda ação, também na Igreja, deve ser feita diante de Deus, à luz
da sua Palavra.
Na catequese da quarta-feira passada eu
havia destacado a oração unânime da primeira comunidade cristã diante
das provas e como, exatamente na oração, na meditação sobre a Sagrada
Escritura ela pode compreender os eventos que estavam acontecendo.
Quando a oração é alimentada pela palavra de Deus, podemos ver a
realidade com olhos novos, com os olhos da fé e o Senhor, que fala à
mente e ao coração, dá nova luz ao caminho em todos os momentos e em
todas as situações. Nós cremos na força da Palavra de Deus e da oração.
Também a dificuldade que está vivendo a Igreja diante do problema do
serviço aos pobres e a questão da caridade, é superada na oração, à luz
de Deus, do Espírito Santo. Os apóstolos não se limitam a ratificar a
escolha de Estevão e dos outros homens, mas depois de rezar ,
impõem-lhes as mãos" (At 6,6). O Evangelista recordará novamente estes
gestos em ocasião da eleição de Paulo e Barnabé, onde lemos: "depois de
ter jejuado e rezado, impuseram-lhes as mãos e os despediram" (At 13,3).
Confirma-se de novo que o serviço prático da caridade é um serviço
espiritual. Ambas as realidade devem andar juntas.
Com o gesto da
imposição das mãos, os Apóstolos conferem um ministério particular a
sete homens, para que seja dada a eles a força correspondente. O
destaque dado à oração - depois de ter rezado", dizem - é importante
porque evidencia exatamente a dimensão espiritual do gesto; não
se trata simplesmente de conferir um encargo como acontece em uma
organização social, mas é um evento eclesial no qual o Espirito Santo se
apropria de sete homens da Igreja, consagrando-os na Verdade que é
Jesus Cristo: é Ele o protagonista silencioso, presente na imposição das
mãos para que os eleitos sejam transformados pela sua potência e
santificados para enfrentar desafios práticos, os desafios pastorais. E o
destaque da oração nos recorda além disso que somente no relacionamento
íntimo com Deus cultivado a cada dia nasce a resposta à escolha do
Senhor que nos vem confiado cada ministério na Igreja.
Queridos
irmãos e irmãs, o problema pastoral que levou os apóstolos a escolher e
a impor as mãos sobre sete homens encarregados do serviço da caridade,
para dedicarem-se à oração e ao anuncio da Palavra, indica também a nós a
primazia da oração e da Palavra de Deus, que, todavia, produz depois
também a grande ação pastoral. Para os Pastores, esta é a primeira e
mais preciosa forma de serviço em relação ao rebanho a eles confiado. Se
os pulmões da oração e da Palavra de Deus não alimentam a respiração da
nossa vida espiritual, sofremos o risco de nos sufocarmos em meio às
mil coisas de todos os dias: a oração é a respiração da alma e da vida.
E existe uma outra preciosa retomada que gostaria de destacar: no
relacionamento com Deus, na escuta de sua Palavra, no diálogo com Deus,
também quando nos encontramos no silêncio de uma igreja ou de nosso
quarto, estamos unidos no Senhor a tantos irmãos e irmãs na fé, como uma
junção de instrumentos, que apesar da individualidade de cada um,
elevam a Deus uma única grande sinfonia de intercessão, de agradecimento
e de louvor. Obrigado.
Fonte:www.cancaonova.com
domingo, 22 de abril de 2012
Ativismo judicial e a decisão a favor do aborto
01:00
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Tenho
me preocupado, ultimamente – nada obstante o respeito que tenho pelos ministros
da Suprema Corte –, com certo ativismo judicial que leva a permitir que um
tribunal eleito por uma só pessoa substitua o Congresso Nacional, eleito por
130 milhões de brasileiros, sob a alegação de que, além de Poder Judiciário, é
também Poder Legislativo sempre que considerar que o Legislativo deixou de
cumprir as suas funções.
Uma
democracia em que a tripartição de poderes não se faça nítida, deixando de
caber ao Legislativo legislar, ao Executivo executar e ao Judiciário julgar,
corre o risco de se tornar ditadura se o Judiciário, dilacerando a
Constituição, se atribuir o poder de invadir as funções de outro. E, no caso do
Brasil, nitidamente o constituinte não deu ao Judiciário tal função, pois nas
“ações diretas de inconstitucionalidade por omissão” impõe ao Judiciário,
apesar de declarar a inércia constitucional do Congresso, notificar o
Legislativo para tomar as providências necessárias.
Veja-se
o caso da ADPF 54, em que o tribunal maior do país criou uma terceira hipótese
de impunidade ao aborto – o aborto eugênico, não constante do Código Penal
(art. 128), que só cuida do aborto terapêutico ou aborto sentimental (estupro).
Reza o parágrafo 2.º do artigo 103 da Constituição Federal que “declarada a
inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma
constitucional, será dada ciência ao Poder competente para a adoção das
providências necessárias e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo
em trinta dias”.
Como
se vê, nem por omissão inconstitucional do Congresso poderia a Suprema
Corte legislar positivamente, devendo neste caso comunicar ao Congresso
Nacional que sua omissão seria inconstitucional; não aplicar nenhuma sanção, se
o Congresso não produzisse a norma; não definir qualquer prazo para que o faça;
e não produzir a norma não produzida pelo Parlamento.
Ora,
se nem nas omissões inconstitucionais do Parlamento pode a Suprema Corte
legislar, com muito maior razão não poderia legislar em hipótese em que o
Congresso não legisla, porque todas as dezenas de projetos de leis que cuidam
do aborto não conseguiram passar pelas comissões parlamentares encarregadas,
após audiências públicas; a grande maioria do povo brasileiro é contrária à
legalização do homicídio uterino; não pertence à cultura do povo brasileiro
provocar a morte de alguém pelo fato de não haver tratamento curativo para uma
determinada doença.
Ora,
se a Constituição Federal fala em independência e harmonia entre os poderes da
República (artigo 2.º), não poderia autorizar a Suprema Corte a revestir-se de
funções legislativas para produzir normas – em assunto no qual o Congresso
Nacional, apesar dos inúmeros projetos de lei, entende, em respeito à maioria
dos eleitores, que não deve produzi-las – autorizando o aborto por anencefalia
dos nascituros. Apesar de faltar competência normativa à Suprema Corte para a
criação de uma terceira hipótese de aborto, data maxima venia, foi por ele
criada, com ressalva aos brilhantes votos dos ministros Ricardo Lewandowsky e
Cesar Peluso.
O
Congresso Nacional tem o poder de anular esta invasão de sua competência em
legislar, por força do inciso XI do artigo 49, segundo o qual “é da competência
exclusiva do Congresso Nacional (...) zelar pela preservação de sua competência
legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes” (grifos meus),
algo que poderá ainda fazer, dependendo da vontade política dos congressistas
ou da pressão popular sobre o Parlamento.
Por
Ives Gandra da Silva Martins, professor emérito da Universidade Mackenzie, é
fundador do IICS/Centro de Extensão Universitária.
Fonte:
Gazetadopovo.com.br
sábado, 21 de abril de 2012
Horóscopo Cristão
17:13
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São Zenão, bispo de Verona e mártir do 4º século apresenta
aos neófitos (povo pagão recém convertido) o horóscopo que devem observar após
terem renascido pelo batismo em Jesus Cristo.
“Portanto, irmãos, eis o vosso horóscopo.
O primeiro a vos acolher não é Áries, mas o Cordeiro que não
rejeita todo aquele que n’Ele crê. Ele revestiu a vossa nudez com o alvo candor
de sua lã, com grande bondade derramou o seu leite bendito em nossos lábios que
se abriam lamuriosos. Semelhantemente Ele, não como um Touro de pescoço soberbo,
de cara agressiva, de chifres ameaçadores, mas como Vitelo ótimo, doce,
carinhoso e manso, vos exorta a jamais buscar proteção em alguma atividade, mas
a recolher – submetendo-vos sem malícia a sua canga e fecundando, submetendo-a
a vós, a terra da vossa carne – nos celestes celeiros a rica safra das sementes
divinas.
E mediante os Gêmeos que seguem, isto é, mediante os dois
Testamentos que vos anunciam a salvação, vos exorta a evitar sobretudo a
idolatria, a impureza e a avareza, que é Câncer incurável.
Mas o nosso Leão, como ensina o Gênesis, é o leãozinho cujos
santos sacramentos celebramos, o qual, reclinando-se, adormeceu para vencer a
morte e ressurgiu para conferir-se a imortalidade como dom de sua feliz
Ressurreição.
Segue-lhe na ordem Virgem, prenunciando Libra, para nos
fazer conhecer por meio do Filho de Deus, encarnado e nascido da Virgem, que a
equidade e a justiça foram trazidas a terra. Quem as observar constantemente e
as administrar fielmente pisarão, com pés incólumes, não direi o Escorpião,
mas, como afirma o Senhor no Evangelho, todas as demais serpentes.
Mas não deverá temer nem mesmo o próprio diabo, que é
ferocíssimo Sagitário, armado de flechas incandescentes, constante causa de
terror para os corações de todo o gênero humano. Porque assim diz o apóstolo
Paulo: Revesti-vos da armadura de Deus para poder resistir às insídias do diabo
abraçando o escudo da fé, por meio do qual podeis repelir todos os dardos
incandescentes do maligno. De fato, ele por vezes lança contra os infelizes o
Capricórnio, de aspecto deformado, o qual, atacando com seu chifre, sopra de
seus lábios pálidos a espuma fervente de suas veias, com apavorante destruição
e terríveis efeitos, sobre todos os membros de quem lhe é prisioneiro. Tornam
alguns loucos, outros furiosos, outros homicidas, outros sacrílegos, outros
cegos pela avareza. Seria longo descer aos particulares: ele possui diferentes
e inúmeras artes para causar danos, mas todas elas, escorrendo com suas águas
salutares, o nosso Aquário como de costume tornou vãs, sem grande dificuldade.
“Seguem-no necessariamente em uma única constelação os dois
Peixes, isto é, os dois povos, Judeus e Gentios, que recebem a vida da água do
batismo, marcados com um único sinal a fim de ser o único povo de Cristo.”
(Zenão de Verona,
Trattati, a cura di G. Banterle e R. Ravazzolo, Città Nuova – Società per la
conservazione della Basilica di Aquileia, Roma 2008, pp. 151-153.)
quinta-feira, 19 de abril de 2012
O terceiro mandamento do decálogo - Domingo é dia de Santa Missa
07:20
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O terceiro mandamento do decálogo ressalta a santidade do
sábado: “O sétimo dia é sábado, repouso absoluto em honra do Senhor”
(Ex 31,15). Este dia marca também a libertação de Israel da escravidão
do Egito e a Aliança que Deus estabeleceu com o povo. As pessoas devem
interromper o trabalho e tomarem novo fôlego. Neste dia, portanto, se
recorda a festa da liberdade humana.
Jesus reconheceu a santidade do sábado e, com a Sua
autoridade divina, deu-lhe a Sua interpretação autêntica: «O sábado foi
feito para o homem e não o homem para o sábado» (cf. Mc 2,27). Os
cristãos trocaram a celebração deste dia pelo domingo, em virtude da
Ressurreição de Cristo, que se torna o Dia do Senhor.
O domingo é o dia da Ressurreição
de Jesus Cristo. Como «primeiro dia da semana» (cf. Mc 16,2) ele evoca a
primeira criação. E como «oitavo dia», que segue o sábado, significa a
nova criação, inaugurada com a Ressurreição de Cristo. Tornou-se assim
para os cristãos o primeiro de todos os dias e de todas as festas: o dia
do Senhor, no qual Ele, com a Sua Páscoa, leva à realização a verdade
espiritual do sábado judaico e anuncia o repouso eterno do homem em
Deus.
Os cristãos devem santificar o
domingo e as festas de preceito participando na Eucaristia do Senhor e
abstendo-se também das atividades que o impedem de prestar culto a Deus e
perturbam a alegria própria do dia do Senhor ou o devido descanso da
mente e do corpo. São permitidas as atividades ligadas a necessidades
familiares ou a serviços de grande utilidade social, desde que não criem
hábitos prejudiciais à santificação do domingo, à vida de família e à
saúde.
O
beato João Paulo II, na Carta Apostólica Dies Domini,
afirma que o domingo, dia do Senhor — como foi definido, desde os
tempos apostólicos, mereceu sempre, na história da Igreja, uma
consideração privilegiada devido à sua estreita conexão com o próprio
núcleo do mistério cristão. O domingo, de fato, recorda, no ritmo
semanal do tempo, o dia da Ressurreição de Cristo. É a Páscoa da semana,
na qual se celebra a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, o
cumprimento n'Ele da primeira criação e o início da «nova criação» (cf.
II Cor 5,17). (DD 1)
Desta forma, o domingo é um verdadeiro serviço ao bem da
sociedade, porque é um sinal de resistência contra a liquidação do ser
humano pelo mundo do trabalho, por isso, os cristãos dos países marcados
pelo Cristianismo devem não somente solicitar a proteção estatal para
este dia, como também não exigir aos outros o trabalho que eles não
querem fazer nesse dia [domingo].
Portanto, deve-se reconhecer civilmente o domingo como dia festivo, para que todos possam gozar de repouso suficiente e de tempo livre para cuidar da vida religiosa, familiar, cultural e social e dispor de tempo propício para a meditação, reflexão, silêncio e estudo; assim como para praticar boas obras, servir os doentes e os anciãos.
Enfim, o cristão católico é chamado a participar da Santa Missa aos domingos, deixando de lado todos os trabalhadores que o impedem de adorar a Deus e de viver este dia nas suas dimensões de festa, alegria, descanso e restabelecimento. Razão pela qual é de interesse central para cada cristão católico “santificar” o domingo e outras festas de guarda.
Portanto, deve-se reconhecer civilmente o domingo como dia festivo, para que todos possam gozar de repouso suficiente e de tempo livre para cuidar da vida religiosa, familiar, cultural e social e dispor de tempo propício para a meditação, reflexão, silêncio e estudo; assim como para praticar boas obras, servir os doentes e os anciãos.
Enfim, o cristão católico é chamado a participar da Santa Missa aos domingos, deixando de lado todos os trabalhadores que o impedem de adorar a Deus e de viver este dia nas suas dimensões de festa, alegria, descanso e restabelecimento. Razão pela qual é de interesse central para cada cristão católico “santificar” o domingo e outras festas de guarda.
Redação Portal
Fonte: Catecismo da Igreja Católica, 2168 a 2195 / www.cancaonova.com
Fonte: Catecismo da Igreja Católica, 2168 a 2195 / www.cancaonova.com
terça-feira, 17 de abril de 2012
Onde está a vontade de Deus?
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Muitas vezes, o que mais desejamos na vida é saber saber qual é a vontade de Deus a nosso respeito. Rezamos, ouvimos opiniões, lemos a Bíblia, mas parece que ainda falta alguma coisa para nos dar a certeza do que o Senhor quer para nós. Nestes dias tive um sonho que me ajudou neste sentido, por isso o partilho com você: Sonhei com um barco em alto-mar, nele estavam dois homens, um remando com grande dificuldade e o outro contemplando-o, serenamente, sentado ao seu lado. Era um cenário bonito, o mar azul, iluminado pelos primeiros raios de sol naquela manhã de primavera, inspirava serenidade e paz. Porém, fiquei incomodada ao ver que um homem fazia tanto esforço ao remar sozinho, e o outro continuava tão descansado ao seu lado. Foi quando Deus me fez compreender que o mesmo nos acontece às vezes.
O mar é a liberdade que o Senhor nos concede por amor; o barco é a nossa vida; o homem tentando remar sozinho somos nós que queremos conduzir nossa história com as próprias mãos e outro homem sentado ao lado, a contemplar o esforço do companheiro, é o Senhor que permanece conosco, no entanto,respeita nossa liberdade e espera o momento em que Lhe pedimos ajuda para intervir. Ainda no sonho, em certo momento, aquele homem já cansado, entregava os remos ao companheiro e este, com muita destreza, conduzia a embarcação na rota certa, sem demora. Era como ouvir Deus falar: “Dijanira, é isso que você precisa fazer hoje: entregue o barco da sua vida em minhas mãos, pois Eu sei remar. Estou aqui ao seu lado pronto para ajudá-la. Se continuar insistindo em remar sozinha, vai se cansar e não chegará aonde deseja. Deixe que Eu conduza seu barco, deixe que Eu reme por você. Confie em mim!”
Compreendi que na busca de discernir a vontade Deus, Ele nos propõe docilidade, confiança e atitude. Pois não podemos dizer que temos fé se não confiamos, e confiar exige a atitude de deixar Deus “remar” por nós.
Talvez você me diga: "Já fui tão decepcionado (a). Como posso confiar de novo?" Isso é possível com a graça de Deus! As pessoas nos decepcionam, e é natural que seja assim. Ninguém é perfeito neste mundo e, um dia ou outro, mesmo quem amamos acaba agindo da maneira que não esperávamos, ou seja, nos decepciona. Mas é a atitude de confiar na graça divina, que pode agir por intermédio daquela pessoa, que nos impulsiona a continuar acreditando. E com Deus não é diferente, Ele é perfeito, mas, muitas vezes, esperamos d'Ele o que por amor a nós Ele não realiza e isso pode nos decepcionar. Neste caso, precisamos acreditar no amor do Senhor e recomeçar um relacionamento de confiança total n'Ele para chegarmos à meta, que é sempre a felicidade.
Certamente essa não é tarefa fácil, principalmente por vivermos em uma época como a nossa, na qual se fala tanto sobre segurança e se busca todos os meios para planejar um futuro seguro, a proposta de confiar em Deus e deixar que Ele nos conduza parece contraditória. Porém, ouso testemunhar que minha vida é bem mais feliz desde que comecei a viver essa experiência. Claro que é um desafio diário, por vezes, também me sinto fraca na fé e impaciente, mas recomeço com a graça de Deus e tento dar um passo de cada vez no dia a dia e em cada situação.
Lembro-me de um período difícil, no qual eu queria que a minha vontade prevalecesse em um relacionamento, mas mesmo assim, rezava: “Senhor, que seja feita a Tua vontade”. E realmente Deus Pai fez a vontade d'Ele porque nada foi como eu desejava. Sofri com a decepção e a perda, mas nunca duvidei da intervenção divina. Hoje, quando me recordo do fato, tenho ainda mais certeza de que o Senhor agiu, e continuo pedindo com confiança: "Senhor, que em tudo seja feita a Tua vontade. Toma o remo e conduz o meu 'barco' no imenso mar do Teu amor. Tu sabes o que é melhor para mim".
O mar é a liberdade que o Senhor nos concede por amor; o barco é a nossa vida; o homem tentando remar sozinho somos nós que queremos conduzir nossa história com as próprias mãos e outro homem sentado ao lado, a contemplar o esforço do companheiro, é o Senhor que permanece conosco, no entanto,respeita nossa liberdade e espera o momento em que Lhe pedimos ajuda para intervir. Ainda no sonho, em certo momento, aquele homem já cansado, entregava os remos ao companheiro e este, com muita destreza, conduzia a embarcação na rota certa, sem demora. Era como ouvir Deus falar: “Dijanira, é isso que você precisa fazer hoje: entregue o barco da sua vida em minhas mãos, pois Eu sei remar. Estou aqui ao seu lado pronto para ajudá-la. Se continuar insistindo em remar sozinha, vai se cansar e não chegará aonde deseja. Deixe que Eu conduza seu barco, deixe que Eu reme por você. Confie em mim!”
Compreendi que na busca de discernir a vontade Deus, Ele nos propõe docilidade, confiança e atitude. Pois não podemos dizer que temos fé se não confiamos, e confiar exige a atitude de deixar Deus “remar” por nós.
Talvez você me diga: "Já fui tão decepcionado (a). Como posso confiar de novo?" Isso é possível com a graça de Deus! As pessoas nos decepcionam, e é natural que seja assim. Ninguém é perfeito neste mundo e, um dia ou outro, mesmo quem amamos acaba agindo da maneira que não esperávamos, ou seja, nos decepciona. Mas é a atitude de confiar na graça divina, que pode agir por intermédio daquela pessoa, que nos impulsiona a continuar acreditando. E com Deus não é diferente, Ele é perfeito, mas, muitas vezes, esperamos d'Ele o que por amor a nós Ele não realiza e isso pode nos decepcionar. Neste caso, precisamos acreditar no amor do Senhor e recomeçar um relacionamento de confiança total n'Ele para chegarmos à meta, que é sempre a felicidade.
Certamente essa não é tarefa fácil, principalmente por vivermos em uma época como a nossa, na qual se fala tanto sobre segurança e se busca todos os meios para planejar um futuro seguro, a proposta de confiar em Deus e deixar que Ele nos conduza parece contraditória. Porém, ouso testemunhar que minha vida é bem mais feliz desde que comecei a viver essa experiência. Claro que é um desafio diário, por vezes, também me sinto fraca na fé e impaciente, mas recomeço com a graça de Deus e tento dar um passo de cada vez no dia a dia e em cada situação.
Lembro-me de um período difícil, no qual eu queria que a minha vontade prevalecesse em um relacionamento, mas mesmo assim, rezava: “Senhor, que seja feita a Tua vontade”. E realmente Deus Pai fez a vontade d'Ele porque nada foi como eu desejava. Sofri com a decepção e a perda, mas nunca duvidei da intervenção divina. Hoje, quando me recordo do fato, tenho ainda mais certeza de que o Senhor agiu, e continuo pedindo com confiança: "Senhor, que em tudo seja feita a Tua vontade. Toma o remo e conduz o meu 'barco' no imenso mar do Teu amor. Tu sabes o que é melhor para mim".
Talvez, hoje, Deus esteja lhe pedindo a mesma atitude, se for o caso, não tenha medo de dar os passos. Acredito que o primeiro deles é fazer uma revisão de vida e ter a coragem de perguntar: "Isso que tanto busco, insisto e sonho é vontade de Deus ou é apenas a minha vontade?" Um dos sinais para discernir a resposta é perceber os frutos da espera. O que é de Deus traz paz e edifica, mesmo que passe pela cruz. Ao passo que oque é apego humano não produz bons frutos, torna a pessoa amarga, sem brilho, sem vida e sem alegria, além de ansiosa.
Madre Teresa de Calcutá, quando via alguém triste, logo pensava: “O que será que esta pessoa está negando a Deus?” Pois para ela a tristeza da alma estava muito ligada ao apego à vontade própria, uma vez que, se estivermos de acordo com Deus, já não haverá motivos para ficarmos contrariados, preocupados ou angustiados, e em tudo o que vier nos acontecer saberemos que existe a permissão divina, portanto, acolheremos com alegria, mesmo que seja difícil.
As pessoas que nos conhecem e nos amam são grandes instrumentos do Senhor para nos ajudar a discernir onde está a vontade d'Ele. Experimente pedir a opinião de quem você confia e sabe que o ama e tenha a coragem de ouvir a resposta. Se for preciso entregar o "barco de sua vida" nas mãos do “Grande Navegador”, faça isso ainda hoje e se prepare para desbravar o alto-mar da vida nova que Deus tem para você.
Madre Teresa de Calcutá, quando via alguém triste, logo pensava: “O que será que esta pessoa está negando a Deus?” Pois para ela a tristeza da alma estava muito ligada ao apego à vontade própria, uma vez que, se estivermos de acordo com Deus, já não haverá motivos para ficarmos contrariados, preocupados ou angustiados, e em tudo o que vier nos acontecer saberemos que existe a permissão divina, portanto, acolheremos com alegria, mesmo que seja difícil.
As pessoas que nos conhecem e nos amam são grandes instrumentos do Senhor para nos ajudar a discernir onde está a vontade d'Ele. Experimente pedir a opinião de quem você confia e sabe que o ama e tenha a coragem de ouvir a resposta. Se for preciso entregar o "barco de sua vida" nas mãos do “Grande Navegador”, faça isso ainda hoje e se prepare para desbravar o alto-mar da vida nova que Deus tem para você.
Fonte: http://www.cancaonova.com
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Um verdadeiro critério para um verdadeiro católico
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A Igreja de Cristo é peregrina; caminha na história. Isto faz parte da sua essência, pois que ela é continuadora e testemunha da obra salvífica de Deus que, sendo eterno e imutável, entrou no tempo dos homens, primeiro na história de Israel, o Povo eleito da Antiga Aliança e, na plenitude dos tempos, de modo pleno, em Jesus Cristo, Cabeça e princípio da Igreja e Salvador da humanidade.
A verdade de Deus, transmitida na Tradição apostólica, é imutável, mas vai sendo compreendida cada vez mais, cada vez melhor, cada vez de modo mais abrangente pela Igreja através do tempo. Não há como fugir disso: a temporalidade, a progressão, é inerente ao homem! Como também as limitações da cultura de cada tempo e civilização. E a Igreja, portadora da eternidade que entrou no tempo, vai peregrinando, vai compreendendo sempre mais e melhor nos caminhos da história; assim vai exprimindo sempre a mesma Verdade - que não é simplesmente uma teoria ou uma doutrina, mas uma Pessoa: Jesus Cristo - de modos novos e com palavras novas.
Mas, ela não precisa temer! Cristo lhe prometeu: “Eu estarei convosco até o fim dos tempos!” Prometeu-lhe também o “Espírito da Verdade”, que haverá sempre de conduzir adiante a sua Igreja, até a Verdade plena, pois testemunhará sempre Jesus e sua salvação: “Ele tomará do que é meu e vo-lo anunciará!” Por isso a Igreja sabe que nunca poderá errar na sua profissão de fé.
Essa profissão não é um velho baú, cheio de verdades teóricas enferrujadas, mas, ao invés, é a viva Tradição apostólica, sempre interpretada de novo sob a guia do Espírito Santo, suscitando sempre novos desafios ante os desafios de cada época, de modo que, cada geração eclesial pode ter certeza de permanecer na mesma fé, sempre igual e sempre nova.
E para que a guarda da verdadeira fé e o modo de interpretá-la e transmiti-la fosse autêntico, sem cair nos delírios dos avançados nem no medo e no apego doentio a uma segurança do passado, própria dos atrasados, Cristo dotou a sua Igreja de um Magistério, formado pelo Papa, Sucessor de Pedro, e pelos Bispos em comunhão com ele, sucessores dos Apóstolos. Somente eles têm a autoridade dada pelo Cristo e confirmada pelo Espírito de interpretar retamente a fé da Igreja.
Num mundo confuso, numa Igreja batida por tantas ondas, quando Satanás, ao não vencer pelo menos do relaxamento e da secularização, tenta enganar pelo mais do exagero e de um tradicionalismo tão bobo quanto prepotente, a humilde comunhão com os pastores reais que o Cristo real colocou à frente do rebanho, é a mais decisiva garantia de que estamos seguros na verdadeira fé. Que Deus nos conserve, caro Visitante, neste caminho! As portas do inferno não prevalecerão! Valerá sempre o velho axioma, tão repetido pela sã Tradição: Ubi Petrus, ibi Ecclesia catholica!” – Onde está Pedro, aí está a Igreja católica! Para não haver dúvida: o nome de Pedro é Bento XVI...
fonte:Dom Henrique
domingo, 15 de abril de 2012
"Nem tudo o que é lei é ético, moral e justo", destaca Cardeal
00:00
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Kelen Galvan
Da Redação
Montagem sobre fotos / TV CN

Em sentido horário, Dom Benedito Beni dos Santos, Dom Raymundo Damasceno Assis, Dom Carmo João Rhoden e Dom Antônio Carlos Altieri
"Nem tudo o que é lei é ético, moral e justo", afirmou o arcebispo de Aparecida (SP), Cardeal Raymundo Damasceno de Assis, nesta quinta-feira, 12. Dia em que o Supremo Tribunal Federal decidiu não ser crime o aborto de bebês anencéfalos.
O cardeal recordou que há algumas décadas o racismo era legalizado em alguns países. A pessoa que discriminasse um negro não era punida pela lei, mas nem por isso a discriminação era justa.
Leia mais.: Dom Raymundo Damasceno preside celebração a favor da vida
Da mesma forma, o fato de alguém não ser penalizado pela prática do aborto de um bebê anencéfalo "não exime sua responsabilidade e dever de seguir sua consciência moral guiada pela reta razão", enfatizou Dom Damasceno.
Ele recordou que o direito à vida é um direito fundamentado e apoiado na natureza do homem, portanto, independe de religião, é fundado na essência do homem. "O primeiro direito é o direito à vida, descrito na Constituição Federal de 1988 quando diz que o direito à vida é inviolável", afirmou o cardeal, que destacou as palavras do ministro Ricardo Lewandowski, ao dizer que quando "a lei é clara não há espaço para a interpretação".
Para o bispo de Taubaté, Dom Carmo João Rhoden, a pessoa que "nega o primeiro princípio - o direito à vida - não tem como defender os outros".
Pressão social
Na opinião de Dom Carmo, atrás dessa decisão do STF existem forças internacionais, uma pressão da mentalidade atual "hegemônica, materializante e hedonista", onde até a vida animal tem sido cada vez mais valorizada e o ser humano, ao contrário, tem sido rebaixado.
O bispo de Caraguatabuba (SP), Dom Antônio Carlos Altieri, também comentou sobre a existência de uma pressão social, inclusive da mídia, no julgamento de decisões como essas, e que afetam até a própria consciência.
"A mídia faz toda uma propaganda e cria uma pressão tal que leva o leigo em geral a conceder à maioria. 'Todo mundo está fazendo agora pode, a lei aprovou'. Como se a legalidade autorizasse moralmente a situação", disse.
Distorção
Segundo o bispo de Lorena (SP), Dom Benedito Beni dos Santos, se fala em uma interpretação da lei, mas ao invés disso, há uma distorção das leis. "A pretexto de interpretar a Constituição se distorce a Constituição, e ainda mais, existe uma distinção entre os três poderes, e cada um precisa respeitar a autonomia do outro. Parece-me que o STF está assumindo, até com certa frequência, a tarefa de legislar, o que não lhe compete".
Outro aspecto ressaltado por Dom Beni é que muitas pessoas consideram que defender a vida e ser contra o aborto é uma questão religiosa. O bispo defende o contrário.
"Antes de tudo é uma questão de lei natural, a lei escrita por Deus em nossos corações, na razão humana. E depois alguns afirmam que a posição da Igreja é antes científica. Mas não nos esqueçamos que a doutrina da Igreja sobre o aborto e outras questões relativas a vida, está baseada na ciência. Inclusive a Santa Sé possui a Pontifícia Academia pela Vida composta por dezenas de cientistas de renome", explicou.
O cardeal recordou que há algumas décadas o racismo era legalizado em alguns países. A pessoa que discriminasse um negro não era punida pela lei, mas nem por isso a discriminação era justa.
Leia mais.: Dom Raymundo Damasceno preside celebração a favor da vida
Da mesma forma, o fato de alguém não ser penalizado pela prática do aborto de um bebê anencéfalo "não exime sua responsabilidade e dever de seguir sua consciência moral guiada pela reta razão", enfatizou Dom Damasceno.
Ele recordou que o direito à vida é um direito fundamentado e apoiado na natureza do homem, portanto, independe de religião, é fundado na essência do homem. "O primeiro direito é o direito à vida, descrito na Constituição Federal de 1988 quando diz que o direito à vida é inviolável", afirmou o cardeal, que destacou as palavras do ministro Ricardo Lewandowski, ao dizer que quando "a lei é clara não há espaço para a interpretação".
Para o bispo de Taubaté, Dom Carmo João Rhoden, a pessoa que "nega o primeiro princípio - o direito à vida - não tem como defender os outros".
Pressão social
Na opinião de Dom Carmo, atrás dessa decisão do STF existem forças internacionais, uma pressão da mentalidade atual "hegemônica, materializante e hedonista", onde até a vida animal tem sido cada vez mais valorizada e o ser humano, ao contrário, tem sido rebaixado.
O bispo de Caraguatabuba (SP), Dom Antônio Carlos Altieri, também comentou sobre a existência de uma pressão social, inclusive da mídia, no julgamento de decisões como essas, e que afetam até a própria consciência.
"A mídia faz toda uma propaganda e cria uma pressão tal que leva o leigo em geral a conceder à maioria. 'Todo mundo está fazendo agora pode, a lei aprovou'. Como se a legalidade autorizasse moralmente a situação", disse.
Distorção
Segundo o bispo de Lorena (SP), Dom Benedito Beni dos Santos, se fala em uma interpretação da lei, mas ao invés disso, há uma distorção das leis. "A pretexto de interpretar a Constituição se distorce a Constituição, e ainda mais, existe uma distinção entre os três poderes, e cada um precisa respeitar a autonomia do outro. Parece-me que o STF está assumindo, até com certa frequência, a tarefa de legislar, o que não lhe compete".
Outro aspecto ressaltado por Dom Beni é que muitas pessoas consideram que defender a vida e ser contra o aborto é uma questão religiosa. O bispo defende o contrário.
"Antes de tudo é uma questão de lei natural, a lei escrita por Deus em nossos corações, na razão humana. E depois alguns afirmam que a posição da Igreja é antes científica. Mas não nos esqueçamos que a doutrina da Igreja sobre o aborto e outras questões relativas a vida, está baseada na ciência. Inclusive a Santa Sé possui a Pontifícia Academia pela Vida composta por dezenas de cientistas de renome", explicou.
sábado, 14 de abril de 2012
Menina anencéfala de 2 anos surpreende ciência
07:59
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Renata Vasconcelos
Canção Nova Notícias, SP
Na próxima quarta-feira, 11, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar a polêmica ação que permitirá ou não o aborto em caso de feto com má-formação no cérebro. De um lado, a ciência argumenta que bêbes com esse diagnóstico são incompatíveis com a vida. De outro, os pais que defendem o direito de seus filhos especiais à vida.
É o caso de Vitória de Cristo, que não só sobreviveu ao parto, mas hoje com 2 anos, continua supreendendo a ciência que nem sempre consegue explicar o milagre da vida.
Assista à reportagem
É o caso de Vitória de Cristo, que não só sobreviveu ao parto, mas hoje com 2 anos, continua supreendendo a ciência que nem sempre consegue explicar o milagre da vida.
Assista à reportagem
Maioria dos ministros do STF vota por liberar aborto de feto anencéfalo
07:25
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De dez ministros no julgamento, sete votaram - seis a favor e um contra.
Decisão só será definitiva ao final porque ministros ainda podem mudar voto.
Com o voto do ministro Ayres Britto nesta quinta (12), a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já se manifestou, mesmo antes do final do julgamento, favorável à permissão do aborto de feto sem cérebro.
Dos dez ministros que analisam o tema, seis votaram a favor da liberação e um contra - Dias Toffoli não participa do julgamento porque se declarou impedido, já que, quando era advogado-geral da União, se manifestou publicamente sobre o tema.
Embora com maioria, o resultado do julgamento ainda não é definitivo. Até o final da sessão, qualquer ministro pode decidir modificar o voto.
Britto - favorável à liberação - foi o primeiro ministro a votar nesta quinta, no segundo dia de julgamento da ação proposta em 2004 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde.
Na quarta (11), votaram pela liberação do aborto de anencéfalos Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Ricardo Lewandowski foi contra. Também votarão os ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello e o presidente do STF, ministro Cezar Peluso.
A ação da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde pede que o Supremo permita, em caso de anencefalia, que a mulher possa escolher interromper a gravidez. Por lei, o aborto é crime em todos os casos, exceto se houver estupro ou risco de morte da mãe.
O entendimento do STF valerá para todos os casos semelhantes, e os demais órgãos do Poder Público serão obrigados a respeitá-la.
Para o relator do caso, Marco Aurélio Mello, é inconstitucional a interpretação segundo a qual interromper a gravidez de feto anencéfalo é crime previsto em lei. Para ele, o termo aborto não é correto para casos de anencefalia, pois não há possibilidade de vida do feto nessas condições.
A maioria dos ministros entendeu que a decisão de interromper a gravidez do feto sem cérebro é direito da mulher, que não pode ser oprimida pela possibilidade de punição.
“Não é escolha fácil. Todas as opções são de dor. Exatamente, fundado na dignidade da vida, neste caso, acho que esta interrupção não é criminalizável. [...]O útero é o primeiro berço do ser humano. Quando o berço se transforma em um pequeno esquife a vida se entorta”, afirmou a ministra Cármen Lúcia.
“É tão justo admitir que a mulher aguarde nove meses para que de a luz ao feto anencefálico e também representa a justiça não se permitir que uma mulher que padece dessa tragédia de assistir durante nove meses a missa de sétimo dia do seu filho seja criminalizada e colocada no tribunal de júri como se fosse a praticante de um crime contra a vida”, afirmou o ministro Luiz Fux.
Alguns ministros ressaltaram que o Supremo não está discutindo a legalização do aborto de modo geral ou obrigando mulheres grávidas de fetos anencéfalos a interromper a gestação. A Corte discute se é crime interromper a gestação de um feto que, de acordo com a avaliação de especialistas, não tem chances de vida fora do útero.
“Faço questão de frisar que este Supremo Tribunal Federal não está decidindo permitir o aborto”, disse Cármen Lúcia.
“O Supremo, evidentemente, que respeita e vai consagrar aquelas mulheres que desejarem realizar o parto ainda que o feto seja anencefálico”, afirmou Luiz Fux.
Divergência
O ministro Ricardo Lewandowski, que abriu a divergência após cinco votos favoráveis à liberação do aborto, afirmou que o Supremo não pode interpretar a lei com a intenção de “inserir conteúdos”, sob pena de “usurpar” o poder do Legislativo, que atua na representação direta do povo.
"Uma decisão judicial isentando de sanção o aborto de fetos anencéfalos, ao arrepio da legislação existente, além de discutível do ponto de vista científico, abriria as portas para a interrupção de gestações de inúmeros embriões que sofrem ou viriam sofrer outras doenças genéticas ou adquiridas que de algum modo levariam ao encurtamento de sua vida intra ou extra-uterina", disse Lewandowski.
fonte: http://g1.globo.com
quinta-feira, 12 de abril de 2012
RESPOSTA A ENQUETE DO JORNAL DO BRASIL
11:17
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VOCÊ ACHA QUE A MULHER GRAVIDA DE
UM FETO ANENCÉFALO PODE ESCOLHER SE INTERROMPE OU NÃO A GESTAÇÃO?
Não, claro que não, de jeito
nenhum.
Existo, por isso PENSO, QUE
MUITA COISA ESTA ERRADA A COMEÇAR PELA ENQUETE, FETO? INTERRUPÇÃO?
FETO, PRA NAO TER O TRABALHO DE
EXPLICAR QUE PRA ESTAR OU NAO COM TAL MÁ-FORMACAO, ELE TEM QUE ESTAR
COMPLETAMENTE FORMADO, E EM QUALQUER DICIONARIO, PARA QUEM NAO ENTENDE MUITO
COMO EU, DIZ QUE FETO É:
![]() |
| "Por favor, escolha a vida!" |
sm (lat fetu) Feto 1ª Fase do
desenvolvimento intra-uterino de um vertebrado, subseqüente à do embrião, ou
seja, após o segundo ou terceiro mês de fecundação. 2ª O próprio indivíduo nessa
fase.
E INDIVIDUO É:
indivíduo - in.di.ví.duo
adj (lat individuu) Que não se
divide; indiviso. sm 1 Pessoa considerada isoladamente em relação a uma
coletividade. 2 Sociol Ser biológico. 3 fam Homem indeterminado. 4 Homem reles,
desprezível. 5 Pessoa.
ENTAO NAO É BEM ASSIM UM
FETO, PEJORATIVAMENTE SIMPLISMETNE, EMBORA AINDA SE POSSA PERGUNTAR, COMO NAO?
NAO É TAMBEM, QUE OS FATOS É QUE DÃO VIDA, MAS A VIDA É QUE REVELA OS
FATOS, E O FATO, É QUE É FATO E NAO APENAS CONSIDERAÇOES.
ENTENDA-SE DESTA MANEIRA QUE O FATO É UMA AÇAO FEITA E NAO UM PROJETO EM
ESTUDO OU DESENVOLVIMENTO EM QUE SE PODE INTERROMPER, O FATO É AQUILO QUE JA
ACONTECEU. E NESTE CASO O FATO É UMA VIDA. NAO SE CONSTROI A VIDA, NAO NESTE
SENTIDO, O DA EXISTÊNCIA, QUE ACONTECE NO MOMENTO DA FECUNDAÇÃO, A VIDA PASSOU A
EXISTIR, ESTE É O FATO.
QUANDO NO ATO DA RELAÇÃO SEXUAL ACONTECE A
FECUNDAÇÃO, ANTES ERA O PROJETO DE UM FILHO QUE O CASAL QUERIA TER, AGORA É UM
FATO O CASAL TEM UM FILHO. O PROBLEMA É QUE PODE VIR A SER FATO, SEM NUNCA TER
SIDO UM PROJETO, FRUTO DA IRRESPONSABILIDADE E DO PECADO DOS GENITORES, E ISTO É
O QUE OS INCOMODA, ASSUMIR A CONSEQUÊNCIA DO SEU ERRO.
SIM PECADO, POIS OS CASAIS
SACRAMENTALMENTE UNIDOS, MESMO SEM O PROJETO, ESTÃO DE FATO ABERTOS A VIDA,
PELOS FINS SACRAMENTAIS. MAS ACHO QUE ISSO NAO INTERESSA AQUI, NAO É?
INTERRUPÇÃO, TAMBÉM NO DICIONÁRIO
interrupção - in.ter.rup.ção
sf (lat interruptione) 1 Ato ou
efeito de interromper. 2 Aquilo que interrompe. 3 O lugar que se interrompeu. 4
Ret Reticência, suspensão.
BOM, DAQUI JÁ DA PRA TIRARMOS
ALGUMAS CONCLUSÕES:
SE O FETO É UM INDIVÍDUO, ESTE
UMA PESSOA, E ESTA PESSOA TEM VIDA,O QUE É FATO, DESDE A CONCEPÇÃO. O QUE SE INTERROMPE É A EXISTÊNCIA DE UMA
PESSOA.
O QUE É ÓBVIO, UMA MULHER SÓ PODE
ESTAR GRAVIDA DE UMA PESSOA.
CONCLUO QUE AO
INTERROMPER OU SUSPENDER A GERAÇÃO DE UM SER, PESSOA, NO VENTRE DE UMA MÃE, MAS
QUE MESMO ASSIM, JÁ É IMDEPENDENTE, POIS SEM ESTA INTERFERÊNCIA BRUTAL E
DESONESTA, SE DESENVOLVERIA SEM TIRAR A INDEPENDÊNCIA OU LIBERDADE DE ALGUÉM.
PORTANTO O QUE
SE FAZ É TIRAR A LIBERDADE E A VIDA DE UM SER INDEFESO, MAS INDEPENDENTE, É
COVARDEMENTE ASSASSINAR UMA PESSOA A GOLPES BRUTAIS E ANIMALESCOS, ESTANDO ESTE
DESARMADO E ALGEMADO, EMBORA TENTE SE DEFENDER COMO PODE, MAS COMO ELE PODE?
NÃO SOU MÉDICO NEM MÃE, MAS AMO A
VIDA E NÃO ACEITO QUE ALGUÉM SEM TER PODER, QUEIRA DAR A OUTRO O DIREITO DE
MATAR UMA PESSOA, UM BEBÊ, UMA CRIANCINHA INDEFESA E INOCENTE DE QUALQUER
CRIME, POIS SE É CRIME EXISTIR A MINHA VIDA ESTA A DISPOSIÇÃO.
Ney.J.Santana
PAI DE QUATRO FILHOS.
domingo, 8 de abril de 2012
Jesus ressuscitou de verdade?
05:00
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O primeiro acontecimento da manhã do Domingo de Páscoa foi a descoberta do sepulcro vazio (cf. Mc 16, 1-8). Ele foi a base de toda a ação e pregação dos Apóstolos e foi muito bem registrada por eles. São João afirma: "O que vimos, ouvimos e as nossas mãos apalparam isto atestamos" (1 Jo 1,1-2). Jesus ressuscitado apareceu a Madalena (Jo 20, 19-23); aos discípulos de Emaús (Lc 24,13-25), aos Apóstolos no Cenáculo, com Tomé ausente (Jo 20,19-23); e depois, com Tomé presente (Jo 20,24-29); no Lago de Genezaré (Jo 21,1-24); no Monte na Galiléia (Mt 28,16-20); segundo S. Paulo "apareceu a mais de 500 pessoas" (1 Cor 15,6) e a Tiago (1 Cor 15,7).
Toda a pregação dos Discípulos estava centrada na Ressurreição de Jesus. Diante do Sinédrio Pedro dá testemunho da Ressurreição de Jesus (At 4,8-12). Em At 5,30-32 repete. Na casa do centurião romano Cornélio (At 10,34-43), Pedro faz uma síntese do plano de Deus, apresentando a morte e a ressurreição de Jesus como ponto central. S. Paulo em Antioquia da Pisídia faz o mesmo (At 13,17-41).
A primeira experiência dos Apóstolos com Jesus ressuscitado, foi marcante e inesquecível: "Jesus se apresentou no meio dos Apóstolos e disse: "A paz esteja convosco!" Tomados de espanto e temor, imaginavam ver um espírito. Mas ele disse: "Por que estais perturbados e por que surgem tais dúvidas em vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu! "Apalpai-me e entendei que um espírito não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho". Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, como, por causa da alegria, não podiam acreditar ainda e permaneciam surpresos, disse-lhes: "Tendes o que comer?" Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado. Tomou-o então e comeu-o diante deles". (Lc 24, 34ss)
Os Apóstolos não acreditavam a principio na Ressurreição do Mestre. Amedrontados, julgavam ver um fantasma, Jesus pede que o apalpem e verifiquem que tem carne e ossos. Nada disto foi uma alucinação, nem miragem, nem delírio, nem mentira, e nem fraude dos Apóstolos, pessoas muito realistas que duvidaram a principio da Ressurreição do Mestre. A custo se convenceram. O próprio Cristo teve que falar a Tomé: "Apalpai e vede: os fantasmas não têm carne e osso como me vedes possuir" (Lc 24,39). Os discípulos de Emaús estavam decepcionados porque "nós esperávamos que fosse Ele quem restaurasse Israel" (Lc 24, 21).
Com os Apóstolos aconteceu o processo exatamente inverso do que se dá com os visionários. Estes, no começo, ficam muito convencidos e são entusiastas, e pouco a pouco começam a duvidar da visão. Já com os discípulos de Jesus, ao contrário, no princípio duvidam. Não crêem em seguida na Ressurreição. Tomé duvida de tudo e de todos e quer tocar o corpo de Cristo ressuscitado. Assim eram aqueles homens: simples, concretos, realistas. A maioria era pescador, não eram nem visionários nem místicos. Um grupo de pessoas abatidas, aterrorizadas após a morte de Jesus. Nunca chegariam por eles mesmos a um auto-convencimento da Ressurreição de Jesus. Na verdade, renderam-se a uma experiência concreta e inequívoca. Impressiona também o fato de que os Evangelhos narram que as primeiras pessoas que viram Cristo ressuscitado são as mulheres que correram ao sepulcro. Isto é uma mostra clara da historicidade da Ressurreição de Jesus; pois as mulheres, na sociedade judaica da época, eram consideradas testemunhas sem credibilidade já que não podiam apresentar-se ante um tribunal. Ora, se os Apóstolos, como afirmam alguns, queriam inventar uma nova religião, por que, então, teriam escolhido testemunhas tão pouco confiáveis pelos judeus? Se os evangelistas estivessem preocupados em "provar" ao mundo a Ressurreição de Jesus, jamais teriam colocado mulheres como testemunhas.
Os chefes dos judeus tomaram consciência do significado da Ressurreição de Jesus, e, por isso, resolveram apaga-la: deram aos soldados uma vultosa quantia de dinheiro para negá-la (Mt 28, 12-15). A ressurreição corporal de Jesus era professada tranqüilamente pela Igreja nascente, sem que os judeus ou outros adversários a pudessem apontar como fraude ou alucinação.
Eles não tinham disposições psicológicas para "inventar" a notícia da ressurreição de Jesus ou para forjar tal evento. Eles ainda estavam impregnados das concepções de um messianismo nacionalista e político, e caíram quando viram o Mestre preso e aparentemente fracassado; fugiram para não ser presos eles mesmos (Cf. Mt 26, 31s); Pedro renegou o Senhor (cf. Mt 26, 33-35). O conceito de um Deus morto e ressuscitado na carne humana era totalmente alheio à mentalidade dos judeus.
E a pregação dos Apóstolos era severamente controlada pelos judeus, de tal modo que qualquer mentira deles seria imediatamente denunciada pelos membros do Sinédrio (tribunal dos judeus). Se a ressurreição de Jesus, pregada pelos Apóstolos não fosse real, se fosse fraude, os judeus a teriam desmentido, mas eles nunca puderam fazer isto.
Jesus morreu de verdade, inclusive com o lado perfurado pela lança do soldado. É ridícula a teoria de que Jesus estivesse apenas adormecido na Cruz. Os vinte longos séculos do Cristianismo, repletos de êxito e de glória, foram baseados na verdade da Ressurreição de Jesus. Afirmar que o Cristianismo nasceu e cresceu em cima de uma mentira e fraude seria supor um milagre ainda maior do que a própria Ressurreição do Senhor.
Será que em nome de uma fantasia, de um mito, de uma miragem, milhares de fiéis enfrentariam a morte diante da perseguição romana? É claro que não. Será que em nome de um mito, multidões iriam para o deserto para viver uma vida de penitência e oração? Será que em nome de um mito, durante já dois mil anos, multidões de homens e mulheres abdicaram de construir família para servir ao Senhor ressuscitado? Será que uma alucinação poderia transformar o mundo? Será que uma fantasia poderia fazer esta Igreja sobreviver por 2000 anos, vencendo todas as perseguições (Império Romano, heresias, nazismo, comunismo, racionalismo, positivismo, iluminismo, ateísmo, etc.)? Será que uma alucinação poderia ser a base da religião que hoje tem mais adeptos no mundo (2 bilhões de cristãos)? Será que uma alucinação poderia ter salvado e construído a civilização ocidental depois da queda de Roma? Isto mostra que o testemunho dos Apóstolos sobre a Ressurreição de Jesus era convincente e arrastava, como hoje.
Na verdade, a grandeza do Cristianismo requer uma base mais sólida do que a fraude ou a debilidade mental. É muito mais lógico crer na Ressurreição de Jesus do que explicar a potência do Cristianismo por uma fantasia de gente desonesta ou alucinada. Como pode uma fantasia atravessar dois mil anos de história, com 266 Papas, 21 Concílios Ecumênicos, e hoje com cerca de 4 mil bispos e 416 mil sacerdotes? E não se trata de gente ignorante ou alienada; muito ao contrário, são universitários, mestres, doutores.
Prof. Felipe Aquino
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